terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Esfigmomanômetros 



O

relógio

         de 

         pulso


parou.


Mas não o de sol

                 o de padre

                 o de pássaro

                 o de empresário

                 o de chá sobre a mesa

                 o de imóvel tabelião no cartório

                 o de metal da pá que a terra revolve


e devolve

(agora já sem a impulsividade atroz das horas)


o de pó

e principalmente um outro

                       sem ponteiros:


o da imensidão da paz.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Dia após dia...


De manhã, lindo, o sol se levanta,

E vem a noite, a lua no fim do dia

A contar mil merdas do sacripanta.

Ainda assim, venceremos a covardia!