para Araciaba
Filho
Mãos de marinheiro
Um homem abaixou-se
diante de mim.
Mas isso não quer dizer
que ele
fosse menor que eu.
Isso não quer dizer que
o fato de estar curvado
aos meus pés
não o fizesse tão alto e
generoso
quanto uma árvore frondosa.
Com a calma de um monje
e o gesto gratuito de um
franciscano,
o homem curvou-se
‒ como se curva a verdade
enigmática
de uma pedra.
E suas mãos de marinheiro amigo
ataram as cordas distraídas dos
meus sapatos
para que, desse jeito,
os seguros passos no caminho
eleito
não dessem de cara no chão.
Mas às vezes acontece...
5 comentários:
É aquele mesmo que eu conheço.
O reconhecimento é algo grandioso nas esferas da vida!!!!
Não tenho a mínima ideia como apareceu esse Ivo Ayres. Deu uma falha no sistema. Pois bem. O poema terminei hoje de manhã. Deixei de lado as ideias mirabolantes e terminei de maneira coloquial e simples. Como exige a simplicidade de um ato.
Postar um comentário